
Flanam palavras em minha mente
Encontro-me debaixo de um Eucalipto
Seu cheiro me inspira
Progredindo palavras e construindo minha poesia
Lúdica imaginação que se envolve com o cantar dos pássaros...
O vento sopra sílabas
Pranas agitam as vogais
Preposições surgem, dando-me sinais...
Diante desta sombra,
Encaro com humor
Esta intensidade hipnótica
Que desenvolve, uma surreal semiótica
Espectros infindos do renascer
Parecem terreno movediço entre ficção e verdade
Fazendo-me questionar...
Qual será a moral da minha expressão?
Talvez relato uma breve ilusão...
Sou louca?
Ou sou lúcida??
Apenas necessito traduzir minha lírica linguagem
Concebendo uma autêntica imagem
Nos meus versos, não quero protestar
Regurgito palavras
E aqui fico
Sentada à sombra do Eucalipto.