domingo, 12 de agosto de 2007

LUZ DA VELA













Te vi azul
Te vi rosa
Te vi amarela
Te vi em lúcidas cores...
Tua cera queimou-me
Aos arredores deste lençol todo esticado...
Aprofundado...
Perante esta vela...
Vela de Estar...
Que não está...
Ela se concentra em tua própria quimera,
Dita, única...
Que não sei...
Desconheço, aliás...
Gostaria de permanecer...
Mas...
Chega de guerra interna...
Nutre-me neste oásis...
Resgata-me deste deserto...
Deserto de estar...
Que tu cria, criou em mim
E não sabes...
Pois no maior e mais intenso instante
Ignora voluptuosamente...
Apago aqui, a Vela de Estar,
Para em ti, os sentimentos despertar!

sábado, 11 de agosto de 2007

LEITE DE PÉTALAS DE ROSAS


Trago-lhe rosas,
Rosas vermelhas.
Afago-lhe o corpo com todas as pétalas
Pétalas de rosas,
Rosas vermelhas.

Junto a esta dimensão de acalentos
Primorosos sentimentos
Que a rosa oferece a mim
E a tu, concedo com todo meu amor
E reverência de minha alma
Que explode em meio as rosas
Rosas vermelhas
Que entrego-lhe...

Minha consciência manda
Ao qual minha atitude desanda...
As rosas vermelhas estão aqui
Prontas para o agir
E cair ao manto de seu branco corpo
Criando um leite de pétalas de rosas...
Elevando-me ao véu de flores...
Flores de rosas,
Rosas vermelhas.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

RAIZ MULHER


O meu Princípio floresceu enfim...
Desempenhando o dom
De todas as minhas virtudes necessárias
Para a realização plena da beatitude
Aqui imposta pela Alma de meu Ser.

Ser Mulher...
Ser Guerreira...
Ser Natureza com raiz profunda na terra...

Absorvendo os nutrientes para poder doar aos que passam em minha Vida,
Vida esta, cheia de fascínios...
O misticismo permanece incendendo corações sensatos...
Com meu corpo nu...banhado de energias vigorosas...

Sou Terra.

Sou Mãe.

Sou Rainha.

Sou Irmã.

Sou Filha.

Sou Amiga.

Sou Fogo.

Sou Amante.

.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

AUTOPSICOGRAFIA

"O POETA é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração."


Fernando Pesssoa.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Mundo Sóbrio de Pessoas Ébrias



Percorro pela extensa Avenida...
Aqui me encontro diante boêmios perdidos...inanimados...
Absorvo seus fluídos mais distintos,
Que me fazem sentir um leve flutuar...

Sensação que algo irá me levar
Para o além daqui muito distante,
Além das nuvens...

Para que me queixar deste Mundo com tantas pessoas caretas?
Cheio de falsas facetas?
Que de preciosas nada tem...

Lamúrias desgastantes dos seres mais sóbrios...
Piadas exaltantes dos seres mais ébrios...
Contradições.

É disso que o Mundo mais vive
E eu me alimento
Sussurrando melancolias irreais
Com lágrimas a me saciar.

No Mundo sóbrio necessito chorar...
Das pessoas ébrias,
Flui o cantar!

terça-feira, 7 de agosto de 2007

ESTRELA


Estrela brilhante...
Estrela irradiante...
Me guie adiante
nesta vida de gigantes.

De ego e orgulho
Que neste espaço mergulho...
Dentre as estrelas mais suaves
Aonde ambiciono voar como uma ave...

Me perdendo neste Universo
Que da Terra tanto observo
Desejando uma sincera transformação
Feita da mais soberana emoção.

Estrela Guia
Estrela Minha
Me marque nesta Vida
Com apenas uma ida...

Não me abandone
Nem me engane
Suplico Amor
Renego o temor

Para você me entrego...
Consagrando aqui,
Todo meu Ego!

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

ARTE DE SENTIR


Nesta imensa arte de viver
Transparecem os mais inusitados sentidos
Até então desconhecidos
Pelo meu Ser
Pela minha alma.

Não por querer,
Mas pelo não saber
Saber sim, das cores transcendentais do Arco-Íris...
Não saber, dos desejos não sentidos...

No entreouvir de seus rumores
No observar de seus movimentos
No adivinhar de seus pensamentos
E a vontade que sinto de concretizar estes mais pomposos sentimentos.

Atingindo um elevado grau de perfeição
Que sinto
E sei,
Que por ti, tenho afeição!

domingo, 5 de agosto de 2007

PARA QUÊ TE TER?


Para quê te desejar aqui
E não poder te ter
Neste mundo vasto
Vasto de pessoas interessantes
Que não me interessam
Pois ao meu ver
Só tem você
Você que se ausenta
Se liberta com sua essência
Na sua própria arte de ser
Extenso mundo
Intenso submundo
Dominando cada matéria ao seu redor
Você se expressa por menor
Menor simplicidade
Como a gota de orvalho
Que reparo no verde musgo do carvalho
e quando fecho meus olhos
se oculta no espaço deste tempo
tempo meu
que não é seu.
Para quê te ter?